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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Poder e ironia

Como me empolguei com a abordagem literária do poder e sei que isto rende muita discussão, não resisti e trouxe o jornalista e sátiro alemão Ludwig Borne.

"O segredo de todo o poder consiste em saber que os outros são ainda mais covardes do que nós".

Não concordo com ele, mas posso comparar à fala de Mao Tsé-Tung que diz "o poder político nasce do cano da espingarda".

Ambos apresentam a face ruim do poder, entre covardia e armas. No entanto, o poder não se restringe à política, mas isto já é outra história.

Ainda sobre "Poder"

"Os detentores do poder ficam tão ansiosos por estabelecer o mito da sua infiabilidade que se esforçam ao máximo para ignorar a verdade".
Este aforismo é do poeta e romacista russo Boris Pasternak. O autor, mais do que ninguém, sentiu a interferência direta do poder na literatura. Principalmente, quando foi impedido no ano de 1958 de receber o Prêmio Nobel de Literatura, por motivos políticos. Além disto, foi acusado pelo governo russo de subjetivismo.
A obra mais conhecida de Pasternak é Doctor Zhivago (no português, Doutor Jivago), que não pôde ser publicada na antiga União Soviética. Porém, o original foi contrabandeado e editado na Itália, tornando-se um best seller que rendeu o autor um dos maiores prêmios da literatura mundial.
Mesmo quem nunca ouviu falar em Boris Pasternak, já conhecia o Doutor Jivago pela adaptação feita para o cinema em 1965.

Boris morreu na década de 60 ser ver sua obra-prima entrar para a sétima.